Explicação de Apocalipse 9

Explicação de Apocalipse 9
Explicação de Apocalipse 9

Apocalipse 9
9:1, 2. Ao juízo da quinta trombeta, que é chamado de o primeiro ai! (v. 12), João dedica mais espaço do que a todos os juízos precedentes juntos. Talvez seja porque, além da identificação exata da Babilônia nos capítulos 17 e 18, o significado dos dois juízos neste capítulo apresente o mais difícil de todos os problemas do Apocalipse. Provavelmente a estrela caindo do céu, à qual foi entregue a chave do poço do abismo, é, como diz Weidner, "um anjo mau, o instrumento da execução do propósito divino com referência ao mundo ímpio" (pág. 114; também Alford e outros). O abismo não é o inferno, mas a habitação atual do diabo e seus anjos, incluindo o Hades, onde estão as almas dos mortos ímpios a espera do último juízo. Tão densa é a fumaça que sobe do abismo que obscurece o sol e o ar (veja 6:12; 8:12).

3-10. Também do abismo saem criaturas chamadas gafanhotos (v.3), com grande poder, que recebem permissão de atormentar os homens (embora não matá-los) por um período de cinco meses (v. 5). Tão intenso será o sofrimento dos homens que buscarão a morte em vão (v. 6). Os gafanhotos são usados na famosa profecia do livro de Joel como símbolo dos exércitos invasores. Em Jz. 6:5; Jr. 46:23; etc. os homens foram comparados a gafanhotos e nas passagens proféticas são símbolo do juízo divino (Dt. 28:38, 42; Naum 3:15, 17; Amós 7:1-3, etc.). Não é possível que examinemos aqui cada frase descritiva, mas podemos chegar a alguma conclusão sobre o que essas criaturas representam. Eu pessoalmente acho que não poderia ser mais específico do que Milligan, que disse – e certamente todos concordarão com isto – que o juízo se refere a "um grande derramamento de perversidade espiritual que agravará o sofrimento do mundo, fazendo-o perceber como a escravatura de Satanás é amarga, e ensinando-o que mesmo no meio do prazer seria melhor morrer do que viver".

11. A descrição conclui com a palavra de que sobre essas criaturas governa o anjo do abismo, chamado de Abadom em hebraico, e em grego de Apoliom, este último com o significado de "destruidor". Na Septuaginta a palavra tem este mesmo sentido em Jó 26:2; 28:22; Pv. 15:11, etc.; outra forma é a palavra traduzida para "perdição" em Mt. 7:13 e "destruirá" em II Ts. 2:8.

13-21. O tocar da sexta trombeta está identificado com o segundo ai! (11-14). Somos agora transportados a uma área geográfica conhecida nesta terra, ao rio Eufrates (v. 14), que aqui provavelmente deve ser entendido literalmente. Quatro anjos presos em algum lugar ao longo deste rio são agora soltos, para que matassem a terça parte dos homens (v. 15). Esta terrível destruição será realizada através de exércitos de cavalaria. Certamente chegamos aqui aos dias do começo do Anticristo. Todd disse, e Weidner e outros concordam, que "devemos provavelmente encarar esta região como o cenário deste grande juízo, o que está em exata conformidade com as inferências às quais somos levados pelas profecias de Daniel, onde estes países na região do Eufrates, uma vez palco de poderosos impérios, estão destinados a se tornarem o cenário da última grande luta entre os príncipes do mundo e o povo de Deus".

O resultado de tudo isto não será uma volta a Deus, ou arrependimento, mas uma insistência teimosa nos pecados que provocaram este juízo, a adoração de demônios, idolatria, homicídio, feitiçarias, fornicação, e roubos. Na verdade, não posso descobrir nenhuma evidência no Apocalipse de que haverá um grande retorno a Deus, durante este período, enquanto estes terríveis juízos sobrevierem aos homens. 

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